Festa do Barqueiro

domingo, 12 de agosto de 2018



É uma viagem ao passado, um encontro com as memórias e as vivência que faziam o dia-a-dia das gentes de Miro há, pelo menos, meio século. Um salto no tempo a bordo de uma barca serrana. Vinda da Figueira, a barca subia o Mondego, Carregada de sal e chegava a Vale dos Ladrões, local onde «as mulheres o descarregavam».

Com a barca vazia, era tempo para proceder ao carregamento para a viagem de regresso, a Coimbra e à Figueira. «Lenha, carqueja, vinho» eram carregados na barca, «que também levava «os romeiros que iam para a Rainha Santa ou para a Senhor da Serra», bem como «os pagadores da décima», que iam pagar este imposto a Penacova. Rumo a Coimbra seguiam, também, recorda Manuel Cunha Nogueira, «alunos e professores da Universidade», e também «as lavadeiras, com as respectivas trouxas de roupa, já lavada».~


A Casa de Bernarda Alba | Grupo de Alunos de Teatro de Penacova - Catrapum Catrapeia

segunda-feira, 18 de junho de 2018



O Grupo de Alunos de Teatro de Penacova - Catrapum Catrapeia (12+) apresentou a peça "A Casa de Bernarda Alba " de Federico Garcia Lorca com a participação do Coral Divo Canto.

O Bazófias | As cheias e a seca do maior rio que nasce em Portugal

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018



A curta-metragem “O Bazófias” da autoria de Paulo Lencastre Leitão da CentroTV foi escolhida para integrar a Mostra de curtas-metragens sobre a temática da Água no 8º Fórum Mundial da Água, que vai decorrer em Brasília (Brasil) de 18 a 24 de março deste ano.

Esta Mostra decorre da parceria estabelecida entre o município de Seia, através do festival e o Projeto “Portugal Rumo a Brasília”.

Eternamente II

segunda-feira, 21 de agosto de 2017




Sinopse do Livro

“Estava escuro e chuviscava. Dei por mim e ali me encontrava eu, outra vez, naquele bosque. Junto à mesma árvore onde estivera da primeira vez. Ouviam-se os sons típicos da noite. Tentei não ficar tão assustada como acontecera antes. Voltei a sentar-me onde me sentara, junto a uma árvore de copa larga e decidi esperar que aquilo passasse.


De repente, comecei a ouvir algo que se parecia com um choro. E não era muito longe dali. Entrei em conflito comigo mesma, pois não sabia se deveria ficar ali, ou seguir aquele som. Por um lado, sabia que podia arriscar muito se saísse dali, mas algo me puxava para ir descobrir o que é que se estava a passar. (…)


Sobre a Autora

Mariana Assunção nasceu a 21 de outubro de 1997, em Coimbra, onde permaneceu parte da sua infância. Mais tarde, mudou-se para uma localidade perto da vila de Penacova, onde vive atualmente.

Se há algo que a define é o facto de ser bastante sonhadora, tendo, por isso, uma imaginação muito fértil. Em simultâneo, esta característica conjuga-se com a sua paixão pela escrita que desde cedo se revelou.

Quando era ainda criança, adorava escrever contos com personagens e mundos inventados por si. Estes agradavam a quem os lia. Mais tarde, com apenas onze anos, conseguiu que uma história sua lhe desse um quarto lugar a nível nacional.

Além de escrever sobre o mundo fantástico, também escreve sobre os seus problemas do quotidiano, pois, para além de o papel ser um bom confidente, e segundo pensa, consegue exprimir-se mais facilmente pela escrita do que oralmente.

O gosto que sente ao escrever e a sua imaginação 

O Dia em que os Aviões deixaram de Voar

terça-feira, 11 de julho de 2017



Sinopse


Um intrigante artefacto dos tempos faraónicos, misteriosamente, ganhou vida provocando uma tempestade solar de proporções épicas. Carlos, de passagem por Macau, reencontra uma antiga paixão amorosa e é envolvido numa alucinante viagem por terras de sabor português, e não só... É-lhe confiada uma missão vital para a sobrevivência do planeta. Não há qualquer margem para erro. O mundo dependendo seu êxito. Como num filme de grande envolvência, e através de uma escrita fluída e repleta de pormenores históricos, sucedem-se então as peripécias de cinco gerações da família Vasconcelos, que decerto prenderão a atenção do leitor e o farão querer reproduzir a viagem do protagonista.

O autor Ricardo Santos, natural de Coimbra mas com forte ligação umbilical a Friúmes, terra natal dos pais, Adelino e Maria da Graça Santos, conta a história de um intrigante artefacto dos tempos faraónicos, que misteriosamente, ganhou vida provocando uma tempestade solar de proporções épicas. Tudo começou num dia em que o céu parou, deixando a Terra de rodar na sua órbita sempre tão segura, como uma abelha que se nutre dos primeiros pólens da Primavera. Nesse dia tudo mudou. Um qualquer desígnio superior incidiu sobre as águas mais calmas do lago mais azul e perfeito, e tudo se transformou num mar revolto de sentimentos e emoções.

No Mosteiro do Vale do Silencio

quarta-feira, 14 de junho de 2017



Um romance histórico “No Mosteiro do Vale do Silencio“ ficcionado sobre os beneditinos que estiveram no Mosteiro de Lorvão no século XII. Um romance com humor, filosofia e história, da autoria de Sónia Marques Carvão. Acessível a todos tal e qual o livro das Aves copiado por estes monges neste Mosteiro.

Sinopse

É uma obra que procura sensibilizar para uma época e para um Mosteiro que foi o berço de Portugal, no que diz respeito a sua constituição, cultura, arte das iluminuras e à contemplação. Para além disso, promove a região, o seu património religioso e ambiental com uma história criada, onde as personagens pertencem ao romance só e exclusivamente, embora com alguns aspectos retirados de factos históricos. Também o diálogo foi criado, sendo a expulsão correspondente ao facto histórico. O romance tem etapas que dão um salto até ao ano 1184, daqui ao ano 1211 e por fim aos anos 2016-17. Em 1184-1211 foi o espaço e tempo em que a Regra de S. Bento esteve presente pelos Beneditinos até que se viram, e passo a citar a Professora Doutora Maria Alegria Fernandes Marques “envolto num processo de difamação e perseguição (…) e (…) talvez mesmo, segundo (…) o Professor Doutor Nelson Borges, no significativo dia de Véspera de Natal do ano 1205”.

Sem adesão ao Acordo Ortográfico.

Autora: Sónia Marques Carvão
Data de publicação: junho de 2017
Edição: Município de Penacova
Género: Ficção

Idioma: Pt

Reportagem RTP - Museu Vitorino Nemésio (Penacova)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017



Localizado no Lugar da Portela de Oliveira, em pleno perímetro florestal da Serra do Buçaco, o Museu do Moinho Vitorino Nemésio, encontra-se instalado na casa de férias do Eng.º Arantes de Oliveira, Ministro das Obras Públicas no anterior regime, espaço adquirido na década de oitenta pela autarquia.

Em 1980, o moinho Vitorino Nemésio foi doado pelos herdeiros do escritor à autarquia, que o recuperou proporcionando-lhe a funcionalidade de outrora. Vitorino Nemésio, que foi Presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos e " incansável moleiro das palavras", no dizer de David Mourão Ferreira, foi proprietário de três moinhos no concelho de Penacova, cujo património natural lhe serviu muitas vezes de inspiração, tornando-se uma incontornável referência cultural do Concelho.

Com o objectivo de preservar a história dos moinhos de vento e água e a memória dos seus moleiros, o município de Penacova realizou, ao longo do ano de 2015, obras de remodelação e musealização do Museu do Moinho Vitorino Nemésio.

Visita Guiada ao Mosteiro do Lorvão , em Lorvão - Portugal (480p)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016



Programa Visita Guiada exibido no dia 16 de novembro de 2015, na RTP2, que se centrou no Mosteiro de Lorvão, particularmente no Apocalipse de Lorvão e no Livro das Aves, documentos produzidos pelos monges daquele Mosteiro, no século XII.

Com apresentação da jornalista Paula Moura Pinheiro e comentários da professora Adelaide Miranda, o programa mostra e acompanha estas obras primas medievas, e que atualmente se encontram à guarda do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

O Apocalipse do Lorvão foi incluído no incluído no Registo da Memória do Mundo em outubro de 2015, notícia que pode ler na íntegra em www.penacovactual.pt/…/patrimonio-livro-do-apocalipse-do.ht…

O Apocalipse é o último livro do Novo Testamento, e significa a revelação do fim do mundo pecador, da luta entre o bem e o mal que terminará com a vitória de Cristo. Tal como esta realidade, por inacessível à razão, teve que ser revelada por Cristo a S. João (para lhe mostrar o triunfo do bem sobre o mal e não para aterrorizar), o texto do Apocalipse teve que ser comentado em escritos alegóricos, simbólicos, para ser mais facilmente inteligível. Os cristãos foram perseguidos, humilhados e marginalizados; o imperador romano era divinizado e quem não o adorasse era afastado dos bens materiais e por vezes martirizado. Por este livro os cristãos ficaram convictos de que o império romano, por todos considerado perpétuo, cairia também e Cristo dominaria tudo e todos. O dragão é aqui o símbolo do demónio e do império romano e de todos os outros impérios que não o de Cristo, que serão vencidos por Cristo. O Antigo Testamento é património dos judeus, o «povo de Deus» que teria a Terra por herança, enquanto o Apocalipse vai mais além, pois se destina ao «povo de Deus» e a todos os outros povos. O Apocalipse é uma narração profética simbólica para pacificar os cristãos e para os exortar a manterem a fé. A linguagem é simbólica para os pagãos não entenderem. Mas o Apocalipse precisava ele próprio de ser revelado ao comum dos cristãos e por isso cerca de 786 o Pe Beato de Liébana das Astúrias escreveu um comentário de que existem 23 cópias. O Apocalipse do Lorvão, de autoria de Egeas, baseia-se no Comentário de Beato de Liébana, do séc. VIII.

O Apocalipse do Lorvão pertenceu ao mosteiro de S. Mamede do Lorvão, de onde foi levado para a Torre do Tombo por Alexandre Herculano em 1853, ano em que, depois da extinção das ordens religiosas, percorreu os mosteiros portugueses para recolher documentos que considerava importantes para a história do país.

No Lorvão, em Penacova, encontrou este manuscrito, com 66 iluminuras feitas em 1189 pelo monge Egas para ilustrar o Apocalipse. Só existem 22 no mundo e apenas este tem iluminuras feitas no mosteiro de Lorvão. 

A obra encontra-se na Torre do Tombo, em Lisboa, onde ainda se encontra, e sobre o qual a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), escreveu: “Documento de extrema importância para a história do país”.

Veja o documento digitalizado em www.facebook.com/penacovactual/photos/…